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Trigo chega a 18% da colheita, geadas e chuvas preocupam no RS e SP

Publicada em 15/09/2026

  • Trigo chega a 18% da colheita, geadas e chuvas preocupam no RS e SP

Ritmo nacional supera 2025 e média histórica, excesso de umidade também mantém pressão de doenças sobre lavouras do Sul. 


A colheita da safra brasileira de trigo avançou para 18% da área até 11 de setembro, superando o ritmo registrado no mesmo período do ano passado e a média das últimas cinco safras. Ao mesmo tempo, geadas, excesso de umidade e doenças mantêm pontos de atenção em importantes regiões produtoras.

Na semana anterior, 11,5% da área havia sido colhida. Em 2025, o índice para este período era de 13,8%, enquanto a média histórica estava em 16,5%.

No Rio Grande do Sul, as geadas atingiram áreas produtoras e provocaram danos especialmente em lavouras que estavam em estágios reprodutivos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De maneira geral, porém, o potencial de rendimento da safra estadual ainda é mantido.

A avaliação converge com levantamento da Emater/RS, que aponta cerca de 70% das lavouras gaúchas entre floração e enchimento de grãos. O órgão considera possíveis perdas pontuais provocadas pelas geadas, mas avalia que ainda é cedo para determinar a dimensão dos danos.

A preocupação com o estágio das lavouras já havia sido relatada por produtores ouvidos pelo Notícias Agrícolas na semana passada. Áreas de trigo no estado estavam distribuídas entre emissão de espigas, floração e enchimento de grãos, fases nas quais o frio intenso pode prejudicar a formação das espigas ou dos grãos.

Além dos efeitos das baixas temperaturas, o manejo de doenças de espiga, como a giberela, segue como ponto de atenção nas lavouras gaúchas em florescimento.

Em Santa Catarina, a elevada umidade continua dificultando os manejos. Nas regiões Oeste e Extremo Oeste, as áreas mais precoces começam a entrar em enchimento de grãos, enquanto outras regiões ainda apresentam lavouras em perfilhamento e alongamento. O excesso de chuva e o prolongado período de molhamento foliar mantêm elevado o risco de doenças.

No Paraná, a colheita alcançou 20% da área, mas as precipitações da última semana interromperam as operações em algumas regiões.

O excesso de umidade também aparece nas apurações do Realidades da Safra em Pato Branco. Embora as lavouras de trigo apresentem visualmente boas condições, produtores relatam aumento da pressão de doenças. Há áreas já prontas para a colheita, e a permanência das chuvas pode limitar o potencial produtivo.

A região também atravessa forte redução na área destinada ao cereal. A estimativa local é de queda próxima de 30% nesta temporada, depois de uma retração de aproximadamente 35% no ciclo anterior.

Em São Paulo, os impactos das chuvas já aparecem de forma mais concreta. Segundo a Conab, as fortes precipitações impediram o avanço da colheita, favoreceram doenças de final de ciclo e provocaram perda de qualidade dos grãos, principalmente na região de Itapeva.

Em Minas Gerais, a retirada do trigo segue avançando nas áreas irrigadas, enquanto permanece a atenção sobre lavouras em maturação que receberam chuva durante a semana.

Para os próximos dias, o clima continua no centro das atenções. A previsão da Conab indica possibilidade de novas restrições ao trigo por excesso de umidade, com volumes elevados previstos especialmente para Paraná e Santa Catarina, além de risco para áreas em maturação e colheita em São Paulo.


Fonte: Notícias Agrícolas

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