Publicada em 18/09/2026

Oleaginosa perde mais de 11 pontos enquanto milho e trigo sobem; encontro entre EUA e China no radar.
Os preços da soja recuam forte na Bolsa de Chicago na manhã desta sexta-feira (18), encerrando a semana sob pressão depois de dias de bastante volatilidade. Por volta das 7h35 (horário de Brasília), as perdas entre os contratos mais negociados passavam de 11 pontos, levando o novembro a US$ 13,07 e o maio a US$ 13,41 por bushel.
O movimento acontece depois de uma quinta-feira de relativa estabilidade para a oleaginosa. Nesta sexta, além dos ajustes técnicos após a recente valorização, os traders começam a direcionar ainda mais suas atenções para o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previsto para a próxima semana, em Washington.
A agricultura deverá ocupar espaço nas conversas entre os dois países, com a soja novamente entre os assuntos, embora seja apenas uma parcela de uma pauta bastante mais ampla. Segundo informações da agência internacional de notícias Reuters, a China está a caminho de cumprir o compromisso de adquirir 25 milhões de toneladas anuais de soja norte-americana até 2028, acertado no encontro de Busan no ano passado, segundo a Casa Branca. Pequim, porém, nunca reconheceu publicamente esses compromissos nos mesmos termos apresentados por Washington.
Além da soja, o mercado acompanha a possibilidade de novos avanços no comércio de outros produtos agrícolas. Autoridades norte-americanas já sinalizaram que poderão surgir anúncios para incentivar as vendas agrícolas dos Estados Unidos à China, e milho e sorgo estão entre os produtos que podem ganhar espaço nas negociações.
Assim, mesmo com a pressão desta manhã, a demanda chinesa permanece como um dos principais elementos de sustentação das expectativas para a soja em Chicago. A proximidade do encontro Trump-Xi tende também a elevar a sensibilidade das cotações a qualquer nova declaração dos dois governos.
As baixas da soja nesta manhã, porém, vão na contramão dos mercados vizinhos. Milho e trigo voltam a subir em Chicago, enquanto a oleaginosa acompanha as perdas de seus derivados, com destaque para o farelo de soja, que recua mais de 1% e exerce pressão importante sobre o grão.
No Brasil, o produtor acompanha ainda o comportamento do dólar e dos prêmios, que têm ajudado a sustentar as referências domésticas mesmo diante das oscilações externas. Na quinta-feira, o mercado brasileiro mostrou resiliência e os negócios continuaram evoluindo com prêmios firmes, apesar das correções observadas em Chicago.
A sexta-feira, portanto, começa negativa na CBOT, mas com o mercado se preparando para uma semana potencialmente decisiva para as expectativas de demanda. Mais do que a baixa pontual desta manhã, o foco dos traders passa a ser o que Trump e Xi poderão colocar sobre a mesa — e quanto disso poderá efetivamente se transformar em novas compras agrícolas chinesas nos Estados Unidos.
Fonte: Notícias Agrícolas
© 2020 Faccini Defensivos Fertilizantes Cereais e Óleo Diesel TRR