Publicada em 08/10/2026
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Grão recua cerca de 0,2%, farelo perde quase 1%, enquanto óleo sobe; milho e trigo também avançam.
Os preços da soja começam nesta quinta-feira (8) em campo negativo na Bolsa de Chicago, com perdas moderadas entre os principais vencimentos e acompanhando a pressão mais intensa registrada pelo farelo. Do outro lado, o óleo de soja avança, enquanto milho e trigo também operam em alta, mostrando um início de sessão sem pressão generalizada entre os grãos. As atenções se voltam ainda para os novos números das vendas semanais para exportação dos Estados Unidos, que serão divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta manhã.
Por volta de 7h26 (horário de Brasília), o novembro/26 perdia 2,75 pontos e era negociado a US$ 12,94 por bushel, enquanto o janeiro/27 recuava também 2,75 pontos, cotado a US$ 13,11. O março/27 cedia 2 pontos, a US$ 13,22 por bushel, e o maio/27 tinha baixa de 2,50 pontos, valendo US$ 13,30. O movimento negativo da soja também não acompanha os demais grãos negociados em Chicago. Nesta manhã, o milho avança 0,15%, a US$ 5,0260 por bushel, e o trigo SRW sobe 0,29%, para US$ 6,8875 por bushel.
Entre os derivados, o movimento é mais expressivo. O farelo de soja recua 0,90%, a US$ 362,50 por tonelada curta, enquanto o óleo sobe 0,69%, aos 68,15 cents por libra-peso. A divergência mantém o complexo soja sem uma direção uniforme neste começo de pregão, embora a fraqueza do farelo ajude a limitar uma reação mais consistente do grão.
Além dos movimentos técnicos e do comportamento dos derivados, a demanda volta a ocupar posição central no radar dos traders nesta quinta-feira. O USDA divulga seu relatório semanal de vendas para exportação, com o mercado atento principalmente aos números da soja em um momento em que o fluxo das compras norte-americanas permanece entre os principais elementos de formação das expectativas em Chicago. A relação comercial entre Estados Unidos e China também continua sendo acompanhada de perto pelos participantes do mercado.
Do lado da oferta, a colheita norte-americana e as condições climáticas para o avanço dos trabalhos de campo seguem no radar e mantêm a pressão sazonal típica deste período sobre as cotações. Assim, demanda, andamento da colheita e desempenho dos derivados deverão ajudar a determinar a direção dos negócios ao longo desta quinta-feira.
Além disso, os ajustes também seguem acontecendo antes do reporte amanhã do novo boletim mensal de oferta e demanda pelo USDA.
Para o produtor brasileiro, além do comportamento de Chicago, câmbio e prêmios nos portos continuarão sendo determinantes para a formação dos preços, especialmente enquanto avança o plantio da safra 2026/27.
Fonte: Notícias Agrícolas
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